quarta-feira, 16 de julho de 2014

Por Ingrid os sinos dobram

"Quase sempre as mulheres fingem desprezar o que mais vivamente desejam." William Shakespeare

Uma vez Ingrid me disse, e eu escrevi com as minhas próprias palavras:
Poeta, pouco antes de eu me perder de você eu estava tão inconstante e perdida. Deus, como eu te amei e como eu me odiei.Por tudo que eu te fiz, eu sabia que você sentia ciúmes de mim, mas não queria que sofresse tanto por isso. Eu sempre dizia no meio de toda aquela escuridão: Onde é que você está? E te encontrava sorrindo e chorando nas paredes daquela clinica branca, por mais que eu estivesse com outras pessoas uma parte de mim sempre te amará, por mais difícil que isso seja de entender.
Em todos lugares que tive em sempre desenhava um mapa do Brasil com seu rosto no meio dele.A Ju sempre vai te amar como pai, ela fala de você com tanto carinho, eu leio para ela suas histórias e ela dorme sempre pensando quando nos reencontraremos de novo.Nos meus quadros tem sempre um homem, ás vezes é o meu pai, outras é você.
Sei que não preciso pedir desculpas, mas sou atraída por aqueles que não tenho medo, lembro de muito coisa que você me disse, elas ficam aqui fazendo eco, amor é tocar almas, como as teclas de um piano, como as cordas do Violoncelo. Você precisa saber que ainda tantas partes de você se derramam para fora de mim. Eu não espero que me perdoe.
Ingrid seria uma personagem perfeita para alguém como eu se fosse feita apenas de gás e de sonho, mas por ser feita de carne, ossos e cabelos repousa de tempos em tempos no meu colo ou no aeroporto. Ela seria só mais uma peça do quebra-cabeças se não fosse pela pequena Ju e pelas estrelas cadentes de uma noite de maio, contamos 25 e foram 25 pedidos.Eu fiz um pedido para cada uma estrela que riscava o céu, ela me jurou que todos seus pedidos foram iguais.Duvido.
Nem Ingrid e nem nenhuma outra mulher na minha vida será secreta, no máximo posso trocar o nome ou não publicar sua fotografia. Posso, para disfarçar caso a dama não queira tanta exposição , adicionar poesia e assim despistar quem não devia saber.De Ingrid sempre tive autorização, para contar sobre nós, ela diz que sempre gostou de espelhos.Também pudera, com aqueles olhos de Madagascar, boca de casca de maça e cabelos loiros como um campo de trigo só poderia adorar espelhos mesmo.
O casamento com o músico inglês não deu certo e eu juro que não fiz nada, sempre quis sua felicidade, mas não escondo quando soube que um ano e meio depois eles já estavam se separando. Nem que quando a encontrei no aeroporto parecia que era novamente a primeira vez que via as duas.
O certo é que eu não sairia impune dessa relação, seja pelo desejo ou pelo ciúme, ela que depois disse que estava indo pra Austrália e da Jú que mora com a tia.Ingrid sempre foi uma encantadora pessoa, uma mulher cheia de alternativas, embora muito perdida.Eu confesso que preciso de um norte, mais uma guia, porém ela sempre esteve muito mais pra sul.
Ingrid é santa, mãe, ora de joelhos, mas também é pecadora, clitóris pequeno, gozo enorme, muito além do orgasmo. Insiste em cada dia inventar um meridiano para morar. Tem sempre um sol brilhando por de trás de suas nuvens, seu veleiro, sem âncoras, tem vez que pega o vento leste e vem aportar no meu peito, seu porto.Ingrid é uma eterna órfã do futuro, não consegue superar a morte dos pais.A Jú recebe muito amor dela mesmo quando estão separadas.
Mas não é por vingança que também nesses intervalos amo outras mulheres, quase tanto ou mais que Ingrid.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Todas perfeitas imperfeições de Simona

E de repente aparece você que entende meus  silêncios(pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos), que conhece meus segredos, que compreende cada gesto...que me sorriu o espelho hoje. Algumas pessoas saem de sua vida para que outras melhores possam entrar. Por isso Simona é a mais imperfeita das mulheres perfeitas, saiu de dentro dos meus olhos pra vida real. Eu a vi pela primeira vez num bar, em 1973(mas talvez tenha sido 1983,1993 ou 2003), agora já não me lembro mais se era verão ou inverno, éramos jovens, selvagens e sem qualquer juízo. Quando nos vimos pela última vez marcamos um encontro, mas temo que ela tenha esquecido a data. Embora tenha certeza que do lugar ela jamais esquecerá.
Mas por enquanto ainda estou inventando a tua presença, porque jamais vou me esquecer do que ela me disse com lágrimas marítimas nos olhos:

“Não ser amada é uma desventura; mas deixar de sê-lo é uma afronta.”

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Simona não mora mais aqui

Trechos do diário de uma mulher chamada Simona que encontrei por sorte num banco de um trem do metro de Brasília. O diário narra a vida dessa mulher de maneira descontínua, dentro havia ainda muitos objetos que deviam ter muito significado para ela, pensei até em entregar aos achados e perdidos, mas como sou uma pessoa extremamente curiosa, resolvi ler primeiro. 
Antes que alguém me acuse de qualquer transgressão, devo dizer que procurei no diário algum telefone ou endereço, qualquer vestígio que me dessem a possibilidade de entregar de volta o diário, mas foi em vão, não havia nada, exceto por uma foto. Mas já perdi as esperanças, como encontrar essa pessoa no meio de milhões de pessoas que vivem nessa cidade só com a referência de seu rosto? Pior e se ela estiver em outra cidade, outro país, sei lá, daí serão bilhões de possibilidades. 
Por isso estou publicando esse texto, quem sabe a dona do diário, pelo mesmo acaso que eu encontrei o seu diário, caia aqui nesse ciberendereço e encontre os relatos de sua vida. 
Sei não, mas desconfio que ela abandonou de propósito esse diário, como alguém que queria abandonar suas memórias e deixá-las para alguém, sei lá, quem sabe, hoje ela também até tenha um blog e ficou achando o seu diário de papel obsoleto. 
A verdade é que eu me lembro que uma vez escrevi um texto no banheiro de um cinema ainda sob o impacto depois de assistir um filme, e que agora não me lembro o nome, e o abandonei por lá mesmo, não tenho certeza se alguém o encontrou, mas eu não queria ficar com aquelas palavras para mim, queria me livrar delas. A seguir reproduzo somente os trechos que achei mais interessantes, vamos lá: 

11 de Junho(o ano 2008) 

Gosto de olhar as pessoas andando pela rua, fico fitando o rosto delas, o jeito delas andarem. 
O rosto de uma pessoa diz 10 % sobre o que ela é e os outros 90% estão lá, escondidos dentro dela, debaixo da pele, das roupas...isso dá uma vontade maior de conhecer pessoas, sem precisar prometer futuro ou escolher nome dos filhos. 
Odeio puritanos, cheios de medos e inseguranças, limitados, frustrados, amarrados, aleijados... 


12 de agosto(2008) 

Gosto de viver intensamente, mas sem drogas pesadas, gosto de me sentir vazia, caminhar pela rua sem destino, olhos perdidos, mas alma encontrada...Hoje caminhei pela esplanada e vi tantas coisas, quando cheguei na rodoviária já me sentia uma outra pessoa, parece que ali o deserto encontra com as geleiras. Gosto de me sentir sem fronteiras...Ninguém pode me entender, nem mesmo os meus melhores amigos. 


06 de outubro(2008) 

Hoje o céu está sem estrelas...Acho que me tornei uma destruidora de sonhos, não sonho com nada e mesmo assim não sou pessimista. As pessoas que se ligam a mim emocionalmente são tão sonhadoras, às vezes chego a ter pena delas, iludidas, cegas, acreditando em miragens ou no em castelos de areia a beira do mar. 

15 de março(2009) 

Sinto-me engolida pela cidade, vivo em suas entranhas..a cidade te devora e te suga as essências e depois te cospe para vida...viver muitos anos numa cidade grande te transforma em restos...viver em cidade grande é uma grande ilusão. 

2 de Abril(2009) 

Estou me sentindo abandonada, mas com o coração sem donos. Todos meu amores se foram, hoje são apenas retratos na minha gaveta e sei que eu sou o mesmo para eles, nunca busquei ser inesquecível para ninguém.Não gosto de promessas e nem de planejar futuros, Minha vida é como um trem, e as estações são meus destinos, muitos sobem e muitos descem.... 

23 de junho (2009) 

E lá se vai mais um dia...Mas uma noite sem estrelas e sem lua...vazia como eu me sinto, mas não me sinto vazia porque não tenho amores como essas meninas bobas e que só pensam em namorados ou em amores....estou em busca de outras coisas, amores eu tenho, mas eles são só complementos sentimentais...Ontem fiz amor com o meu namorado, ele me ama muito, eu também o amo muito, mas tenho outros interesses, não quero me casar... 

30 de junho(2009) 

Esta década está acabando bem rápido...Eu percebi os olhares dela para ele e eu nem sinto ciúmes dele, não gosto de prender ninguém, não me sinto dona de ninguém, não sou mais uma garota insegura e cheia de medos, penso que o que tiver que ser será. 

08 janeiro(2010) 

Mudei de novo, acho que tenho alma cigana, já é o terceiro lugar que moro aqui nessa cidade gigante...ela te pisa, ela é tão grande e você tão pequena.As boates dessa cidade são lamentáveis, as pessoas são tão iguais uma as outras na noite de Brasília, como se estivessem olhando para si mesmas no espelho do banheiro. 

05 de fevereiro(2011) 

Ouvi uma canção de amor no rádio que me fez lembrar de ontem.Bebemos vinho e esqueci por alguns momentos das minhas barreiras, dei um beijo nele, mas não foi bom, quis embora no minuto seguinte, acho que ele ficou chateado, mas fazer oquê, foi só ilusão, atração momentânea.Nós mulheres encantamos os homens, mas não tenho e nem sinto tanta necessidade deles como eles sentem de mim. 


29 de dezembro(2011) 

Estou tão cansada...mas não vou deixar de dizer...que não acredito mais nessa cidade, nesse estado, nesse país, nesse continente e nesse mundo..graças a Deus então não preciso de muito dinheiro para ser feliz. Todas os dias aqui parecem iguais exceto aqueles que estou à beira do lago do Parque da Cidade.As ruas são todas iguais e não importa os nomes que elas tenham. Aqui todo mundo parece estar perdido e ao mesmo tempo saber onde quer ir, mas nunca chegam, mesmo estando com tanta pressa e na verdade nunca chegarão a lugar nenhum. 

17 de Julho(2012) 

Brasília é como o mundo todo, sonha ser Nova Iorque, mas é como Nova Déli na índia.Gosto do amor e ele gosta de mim, namorei bons rapazes e eles me tiverem dos melhores jeitos, nunca traí nenhum deles, quando não gostava mais terminava. Mas essas mulheres....aquelas que trabalham comigo sempre as voltas com amores, só pensam nisso, acham que o casamento vai suprir todas as suas carências e tapar todos os seus buracos literalmente...gosto muito das minhas lágrimas, mas gosto ainda mais da minha risada para elas. 
23 de setembro(2013) 

Todos os chefes que eu tive parecem ser a mesma pessoa, não tem tato, se acham superiores, se prostituem pelo poder. Escritórios com chão de carpete e almas empoeiradas. Nas cidades grande somos como uma manda pela manhã indo pastar em seus empregos e no final da tarde somos a mesma manada voltando para os seus currais. 
Ontem estive na beira do lago e gostei de sentir a brisa que soprava em meu rosto e balançava meus cabelos, o Paranoá estava bonito, verde como a cor dos olhos de minha irmã. 


03 de janeiro(2014) 

As pessoas mais sensatas dessa cidade são os mendigos, basta olhar como todos os outros se comportam no trânsito caótico..brasilienses se odeiam com tanto amor. Sou uma pessoa passional, tímida, mas não retraída.Sou nessa cidade uma nuvem passageira, sou na vida das pessoas um cavalo sem sela...estou a flor da pele cheia de desejos, mas tão cansada de tudo e mesmo assim continua inteira...minhas saias são azuis e meus sonhos são vermelhos. 
Sou dona do castelo de cartas marcadas do amor dele, mas não sou o porto seguro que ele tanto procura, eu não acredito no amor como salvação e nem como objetivo, acredito no amor como um complemento da vida. 


14 de maio(2014) 

Essa foi a minha ultima chuva e ela deve ter lavado todos os meus pecados...nunca gostei de andar em linha reta...não sei que caminho tomar, talvez tome o caminho do mar ou vá viver na Chapada...vou fazer como as andorinhas, buscar um lugar para quem sabe me reproduzir e quando for vou levar comigo todos os meus pedaços. 
Talvez um dia eu volte, quem sabe um dia eu volte...mas agora, Simona não mora mais aqui. 

John Legend - All of Me

Sereia do lago

Não sabia que lago também tinha sereia, minha cabeça está embaixo da água, mas é engraçado como estou respirando melhor do que lá fora, ninguém vai acreditar em mim, afinal quem não ouve a melodia acha maluco quem dança... você é louca e eu estou fora de controle, mas não me importo, porque por um beijo ou por um poema se faz qualquer coisa...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cabide e Varal

Cabide

Penduradas
as
camisas
vestem
cabide


Varal

Suspensas
no
ar
voam
camisas
secas



P.S.: Estes são poemas aldravistas, inspirados no movimento que nasceu em Mariana/MG, trata-se de poesia contemporânea que tem como lema poemas sintéticos que, ao serem lidos, transmitem a idéia de flash, de partes contempladas em expressões e formas. Ao poeta fica o desafio de fazer uma poesia curta, com conteúdo e com o mínimo de palavras. Por isso são poemas curtinhos, de no máximo, seis palavras. O nome do movimento é uma referência a aldrave, o utensílio com o qual se bate nas portas para que estas sejam abertas. Assim, o aldravismo pode ser caracterizado pela arte que chama atenção, que insiste, que abre portas para as interpretações inusitadas dos eventos cotidianos, em relatos daquilo que só o artista viu

Poema-pão

Pra viver eu preciso de poesia
de verso de noite
de rima de dia

Careço dessa asa pequena
que me alça o sonho
e que me ampara
do enfadonho

Necessito destas luzes escritas
desse buquê de letras bonitas
que como flores
enfeitam meu jardim com cores

Preciso de poesia
para me servir de salvação
e de terapia

Me alimento de poema
como se ele fosse meu pão
fonte de transcendência e magia
que deixa a minha vida maior
e menos vazia

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Simona, aí vamos nós de novo!

Simona meu pensamento é uma espécie de máquina do tempo e toda vez que penso em você eu viajo para aquela noite que nos conhecemos num bar que parecia só mais uma ilusão no meio da madrugada. Então aqui vamos nós de novo...de volta para aquele balcão, o que você bebia mesmo? Acho que era vinho e eu uma cerveja. Fiquei um longo tempo te observando, querendo falar contigo, mas não sabia nem por onde começar. Acabei optando por:
- Você se incomodaria se sentasse ao seu lado?
Algumas horas depois e já tínhamos falado quase um milhão de palavras  e contado a vida toda um pro outro. Acho que a maioria de nós se relaciona afetivamente com a memória de alguém que encontramos só uma vez na vida, e mesmo que você não veja mais aquela pessoa, houve certo ponto na história onde você estava tão envolvido com ela, que sempre que se lembra dessa pessoa é como estar de volta a um momento que pode ser revivido a qualquer tempo.

Uma bolha de sabão chamada Simona*

Quando eu te vi pela primeira vez quem falou comigo não foi a sua boca, mas seus olhos...por isso palavras serão sempre imperfeitas para descrever meus sentimentos por você.
Jamais vou me esquecer da frase que me disse naquela noite: “Você foi o rapaz mais encantador que já conheci”.Algo que nem todo mundo dá valor porque parece uma frase do século passado ou fora de moda, mas que eu guardo essa frase na minha memória mais profunda, meu cofre mental , onde nem mesmo o tempo descobrirá a combinação.
Quando nos despedimos você ainda não sabia que eu tinha rabiscado num guardanapo um poema que dizia mais ou menos assim:

Eu gosto de soprar bolhas de sabão
lindas bolhas que flutuam no ar
e das quais algumas voam tão alto
que quase tocam as nuvens
e assim como meus sonhos
eles desaparecem e morrem
sem deixar nenhum vestígio

P.S.: *Simona é a minha nova musa, ou seja, objeto de inspiração imaginário, surgiu da música do James Blunt “1973”.Simona é como Chiara, minha antiga musa, que agora reencarna no “corpo” de Simona.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Escombros do dia

Já não sei mais que horas são
desde quando perdi meu relógio
agora é o único tempo que tenho
preso neste planeta de dívida
pois quanto mais pago, mais eu devo

Então para esquecer deste tormento
me volto para o céu com esperança
lá a lua sempre calma apenas flutua
e até onde a minha vista alcança
me lembra do tempo que eu
ainda era só uma criança

E daqui dos escombros do meu dia
pelas antenas formadas pelos meus cabelos
transmito minha mais sincera poesia
pelo ar viaja a música da minha angustia
e neste hiato entre o silencio e a telepatia
eu ignoro o que acontece lá fora

Não cabe no poema, mas cabe no coração
o meu amor pelas mulheres difíceis
não por causa da conquista, mas pela opção
e quem saberá do que ainda depende

o cumprimento da minha missão

Vivo em dois mundos

Vivo com um pé neste mundo
e com outro no meu mundo
caminho por estes mapas incompletos
e tropeço nestes acidentes geográficos
a qual chamam de montanhas, rios e mares

Moro em duas cidades lindas :
uma perto do mar
outra no meio do deserto
numa delas eu fui nuvem
noutra sou aquele arrepio
que percorre frio a espinha

Resido em dois hemisférios:
um ao sul onde a ordem
dos acontecimentos é invertida
lá a areia está se transformando
em pedra e a pedra em lava vulcânica
ao norte edifiquei um império
e represei um rio para formar um lago
onde em suas margens construirei
a casa onde o sol cegará meus olhos

terça-feira, 15 de abril de 2014

Mente aberta, coração fechado.

Mente aberta, mas coração fechado. De nada adianta ter a mente aberta, para as mudanças da sociedade, para as novidades do mundo, para a inovação e para as novas tecnologias, se não se tiver o coração aberto para o incógnito. 
É muito fácil absorver novas idéias e adquirir novos conhecimentos, mas é muito difícil deixar entrar no coração o novo, a gente tende a gostar e mesmo amar tudo aquilo que é familiar ou seguro. O desconhecido causa muito mais medo do que confiança. Por isso ter um coração aberto é tarefa para corajosos

quinta-feira, 27 de março de 2014

Depois de pescados

 "O poeta é um pescador, não de peixes, mas de pescados vivos; entendamo-nos: de peixes que podem viver depois de pescados". (Antonio Machado -  Poeta Espanhol)

A direção de um sonho


"Abri um novo espaço e pendurei a placa A DIREÇÃO DE UM SONHO...porque tudo aquilo que não posso alcançar com as pernas ou com os braços alcanço com meu  pensamento..."