sexta-feira, 20 de março de 2015

Prefiero decirte adiós...

“El mundo cambia si dos se miran y se reconocen” (Octavio Paz)

Não importa quando você vai colocar suas vistas neste texto, as palavras sempre vão estar aqui esperando para serem lidas pelos seus olhos. São as flores que te ofereço e que nunca murcham. Os anos passaram através de nós e eu já nem sei se te reconheci ou reconhecerei. Mas continuamos jovens na lembrança um do outro. Não nascemos para permanecer neste planeta, estamos aqui só de passagem, nossa casa é bem longe daqui, um sobrado no alto de uma pequena montanha rodeado por campos de girassóis, minha energia é azul e a sua é rosa, por isso juntos somos lilás.
Talvez eu esteja alguns passos atrás ou muitos na sua frente desse caminho, mas o que importa é que em algum ponto dessa jornada antes que ela termine, nos encontraremos. Duele como muerte lenta la memoria de los dos, la sangre ardía por mis venas, pero, hoy se seca sin tu amor.En espera de ti, de ti, de ti Y nadie más.Si me llamas voy a tu lado soy todo por sentir tic de tu corazón. Si me dices no, yo me parto en dos. Prefiero decirte adiós...

(Neo Venturini – Madrid/Espanã, Marzo de 2025)

P.S.1: No importa cuando se va a poner su punto de vista en este texto, las palabras siempre van a estar aquí esperando a ser leído por sus ojos . Son las flores que le ofrecen y nunca se marchitan . No hemos nacido para estar en este planeta , estamos aquí sólo de paso , nuestra casa está muy lejos de aqui!

P.S 2: Non importa quando si mettere le vostre opinioni in questo testo , le parole saranno sempre qui in attesa di essere letto dai vostri occhi . Sono i fiori che si offrono e non appassiscono . Noi non siamo nati per rimanere su questo pianeta , siamo qui solo di passaggio , la nostra casa è lontana da qui!


P.S. 3: No matter when you will put your views in this text, the words will always be here waiting to be read by your eyes . They are the flowers that offer you and never wither . We are not born to stay on this planet , we are here just passing , our house is far away from here !

quinta-feira, 19 de março de 2015

Sem remetente, mas com destinatário certo

Segue para ti essa carta escrita por mim que tenho a mesma alma que a tua, mas que no entanto vivo em outro tempo diferente do teu. Tu sabes bem que só a literatura pode realizar esses milagres, uma mensagem que ignora o tempo e que tem ao seu lado a eternidade para alcançar o coração de seu destinatário. Ninguém melhor do que eu para saber bem o que passa dentro de ti meu amigo, e quem conseguir ler além dessas palavras saberá decifrar o que essa missiva quer dizer.
As pessoas e situações nas nossas vidas são todas agentes do nosso destino, e em contrapartida, nós o somos também no delas. Existem lugares dentro de nós que necessitam de reparos, e essa reparação antes de nos trazer o alivio e a paz, vai nos provocar dor, vai sangrar bastante antes que cicatrizem. Mas aguenta firme aí, você está indo bem, pode parecer que não, mas está. Confia em mim que um dia já foi você.
Saiba que ao realizarmos esse trabalho de restauração mais bênçãos, amor e energia vão circular através de nós. Teu brilho é discreto, eu sei que você gostaria de ser famoso, mas tua claridade tem a intensidade suficiente para iluminar teu caminho e dos que de alguma forma entram em contato com tua luz. Sonhar com o que virá nos dá esperança e motivação, mas para entender melhor nossa trajetória o mapa está lá atrás, é só olhar no espelho e descobrir que o que não deu certo não foi inútil, serviu para você se conhecer melhor. Foram oportunidades e chances aproveitadas, viraram memórias e recordação, e o que escapa do esquecimento podem ser revisitados em qualquer momento. A lembrança da dor ainda é dor assim como a da felicidade ainda é felicidade em qualquer tempo, basta ter um coração grande suficiente para senti-los assim, atemporais, seguros em algum lugar da nossa consciência que jamais se apaga. Lembre-se sempre do que vale a pena, seja bom ou ruim.
Termino aqui essa carta lhe desejando tudo de bom, e saiba que eu aqui, do outro lado do espelho, te admiro muito. Meu querido amigo um dia nos reencontraremos e poderei te dar aquele abraço de gratidão. Se cuida!


(Guilherme Ortiz)

segunda-feira, 16 de março de 2015

A outra voz

Eu, que sou mais revelado pelo que não falo do que escondido pelo que digo, que tenho no silêncio da consciência tranquila minha melhor companhia.
Eu, que me alimento de frutos de fogo e bebo os mares da tranquilidade lunar para sobreviver entre as feras que escaparam de suas jaulas douradas e estão a espreita para nos devorar a qualquer momento.
Eu, cujo luz brilha na copa das árvores das serras azuis e brandas que tremulam no horizonte anunciando a relevância do dia e o terror da noite.
Eu, que tenho a sombra ainda bailando oculta entre os cabelos dela que se foi para um reino cuja a rainha será deposta em breve.
Eu, que preferia viver numa torre de marfim a ter que conviver com essa escória de notas musicais desafinadas, do que ser visto como ameaça ao invés de ser percebido como solução.
Eu, que fui mutilado pela máquina de moer futuros e tive alguns dos meus dedos decepados pelas suas engrenagens metálicas, que tive minhas janelas quebradas pelas pedras da miséria e que tive todas minhas portas trancadas pela revolução dos desinteressados em história.
Eu, que bebi veneno pensando ser antidoto, que edifiquei meu lar no alto da montanha sem saber que lá era a boca de um vulcão, que mudei de nome para ser menos conhecido porém mais lembrado.
Eu, que escrevo como única solução para escapar do campo magnético deste planeta.


(Guilherme Ortiz – Ou um pedaço da minha alma corsária que já não encarna mais em corpo nenhum)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Não olhes para trás!



Quando você se for, por favor, não se despeça de mim, faça de conta que não se importa comigo ou que eu nunca existi na sua vida, e de jeito maneira não se vire para trás, porque olhar para trás e me ver uma última vez, seria como deixar um pequeno pedaço teu comigo, um fragmento que vai te fazer falta no futuro, e eu não te quero ver incompleta no caminho que ainda tens a percorrer. Desejo que sejas feliz junto de quem um dia for seu novo rapaz, e que tenhas filhos e se case com ele.
Eu vou ficar bem(eu sobrevivi) também tenho minha jornada a seguir, sou conformado, pois já nasci pela metade. Provavelmente quando você ler esta carta, muitos anos já vão ter se passado e o que passou passou, ficou do outro lado da porta. Mas se algum dia olhar pela janela e notar que sentes saudades de algo de que já não se lembrar mais, será o sinal que nossa missão um com outro foi bem sucedida.

(Neo Venturini – Cidade do México/1989)


Assim morre outra vez meu coração

Foram tantos adeuses que na verdade
Dedicar-te mais um verso dói muito
Mas a única forma
Do meu coração chorar profundamente
E ficar para sempre em paz
É escrevendo toda essa dor no papel

Quando partir e me deixar
Para nunca mais voltar
Por favor não olhe para trás
Muito menos no fundo dos meus olhos
Já vivi esta cena muitas vezes
E com grande tristeza
Estou vivendo de novo

Cada despedida é uma morte
Mas também um renascimento
Por isso dói tanto e alivia demais

No meu reino, ex-amor
Usamos adeus para demonstrar
Que as duas pessoas que se despedem
Jamais se encontrarão.

Se fisicamente nunca mais estaremos juntos
Saiba, ex-amor-da-minha-vida
Que em nossos passados
Nada apagará das nossas histórias
Que nossos corpos um dia
Se confundiram de tão abraçados

(Neo Venturini - Rio de Janeiro - 2022)