"A utopia está lá
no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez
passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei.
Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu nunca deixe de caminhar"
(Eduardo Galeano – escritor uruguaio)
Que seria de mim se eu não tivesse esse outro lado meu, que poético
derrete as amarras e que desfaz os véus, e que lança suas cinzas e restos metade
ao mar outra metade aos céus, aquele que caminha ao largo da covardia, enquanto
os outros bradam seu grito de valentes quando no fundo do fundo não passam de
covardes. Aqui sou eu, infalível mensageiro das palavras que atinge em cheio ou
o ponto mais profundo da alma ou a superfície mais externa da pele, esses são
meus pontos de luz que são como grãos de poeira nessa estrada da evolução.
Que seria de mim sem meu lado mortal, este que um dia terá um
final, mas que um dia, em seu começo, ao nascer veio ao mundo fazer sentido. Que
seria de mim sem esse lado letal que nos permite ter fendas no coração,
lágrimas nos olhos, saber que um dia vai morrer e deixar tudo para trás e mesmo
assim tem esperança que no futuro seremos felizes para sempre.
Que seria de mim sem esse meu lado sublime, um pouco Pessoa (como
o Fernando poeta de Portugal) apesar de tentar falar a língua dos anjos e
habitar as nuvens escrevendo nelas meus pensamentos iguaizinhos a este aqui.
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