quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Folhas que o outono levou ao chão

Nem tudo que entra pelos olhos vai direto ao coração, porque às vezes alguns fragmentos se escondem bem debaixo das folhas que o outono levou ao chão..

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Já não há como deter meu destino




























Deixar o sol entrar, caminhar entre as flores e lembrar do que foi bom, mas também não esquecer das pedras que tropecei pelo caminho...a essa altura da vida já não há como deter meu destino, porque ele conduzirá impiedosamente tanto o que meu coração consente como a tudo aquilo que ele resiste.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Tempo Perdido - Legião Urbana Piano Instrumental


O tempo passa depressa demais, fechamos os olhos na segunda e acordamos no domingo.Passos do nosso caminhar, pegadas apagadas pelo vento, do pó ao pó...

sábado, 20 de junho de 2015

O caminho ainda é o mesmo

A gente finge que não sabe que o tempo que temos para viver passa depressa demais, já estou na idade de fechar olhos de saudade quando me lembro do que já passou e foi tão bom. Hoje tenho a perfeita sensação que voltei para terminar o que deixei pela metade, para consertar o que havia quebrado e que não partirei sem ter cumprido minha missão. O caminho a percorrer ainda é o mesmo, o que mudei dessa vez foi o jeito de caminhar.

sábado, 6 de junho de 2015

A utopia escrita nas nuvens

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu nunca deixe de caminhar" (Eduardo Galeano – escritor uruguaio)

Que seria de mim se eu não tivesse esse outro lado meu, que poético derrete as amarras e que desfaz os véus, e que lança suas cinzas e restos metade ao mar outra metade aos céus, aquele que caminha ao largo da covardia, enquanto os outros bradam seu grito de valentes quando no fundo do fundo não passam de covardes. Aqui sou eu, infalível mensageiro das palavras que atinge em cheio ou o ponto mais profundo da alma ou a superfície mais externa da pele, esses são meus pontos de luz que são como grãos de poeira nessa estrada da evolução.
Que seria de mim sem meu lado mortal, este que um dia terá um final, mas que um dia, em seu começo, ao nascer veio ao mundo fazer sentido. Que seria de mim sem esse lado letal que nos permite ter fendas no coração, lágrimas nos olhos, saber que um dia vai morrer e deixar tudo para trás e mesmo assim tem esperança que no futuro seremos felizes para sempre.

Que seria de mim sem esse meu lado sublime, um pouco Pessoa (como o Fernando poeta de Portugal) apesar de tentar falar a língua dos anjos e habitar as nuvens escrevendo nelas meus pensamentos iguaizinhos a este aqui.

sábado, 23 de maio de 2015

Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros

Olhar distante. O tempo apagou as pegadas que eu deixei no caminho, porém o pó não esquece da minha caminhada, porque em cada grão de poeira levada pelo vento, ainda existe a memória dos meus passos por essa estrada. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Prefiero decirte adiós...

“El mundo cambia si dos se miran y se reconocen” (Octavio Paz)

Não importa quando você vai colocar suas vistas neste texto, as palavras sempre vão estar aqui esperando para serem lidas pelos seus olhos. São as flores que te ofereço e que nunca murcham. Os anos passaram através de nós e eu já nem sei se te reconheci ou reconhecerei. Mas continuamos jovens na lembrança um do outro. Não nascemos para permanecer neste planeta, estamos aqui só de passagem, nossa casa é bem longe daqui, um sobrado no alto de uma pequena montanha rodeado por campos de girassóis, minha energia é azul e a sua é rosa, por isso juntos somos lilás.
Talvez eu esteja alguns passos atrás ou muitos na sua frente desse caminho, mas o que importa é que em algum ponto dessa jornada antes que ela termine, nos encontraremos. Duele como muerte lenta la memoria de los dos, la sangre ardía por mis venas, pero, hoy se seca sin tu amor.En espera de ti, de ti, de ti Y nadie más.Si me llamas voy a tu lado soy todo por sentir tic de tu corazón. Si me dices no, yo me parto en dos. Prefiero decirte adiós...

(Neo Venturini – Madrid/Espanã, Marzo de 2025)

P.S.1: No importa cuando se va a poner su punto de vista en este texto, las palabras siempre van a estar aquí esperando a ser leído por sus ojos . Son las flores que le ofrecen y nunca se marchitan . No hemos nacido para estar en este planeta , estamos aquí sólo de paso , nuestra casa está muy lejos de aqui!

P.S 2: Non importa quando si mettere le vostre opinioni in questo testo , le parole saranno sempre qui in attesa di essere letto dai vostri occhi . Sono i fiori che si offrono e non appassiscono . Noi non siamo nati per rimanere su questo pianeta , siamo qui solo di passaggio , la nostra casa è lontana da qui!


P.S. 3: No matter when you will put your views in this text, the words will always be here waiting to be read by your eyes . They are the flowers that offer you and never wither . We are not born to stay on this planet , we are here just passing , our house is far away from here !

quinta-feira, 19 de março de 2015

Sem remetente, mas com destinatário certo

Segue para ti essa carta escrita por mim que tenho a mesma alma que a tua, mas que no entanto vivo em outro tempo diferente do teu. Tu sabes bem que só a literatura pode realizar esses milagres, uma mensagem que ignora o tempo e que tem ao seu lado a eternidade para alcançar o coração de seu destinatário. Ninguém melhor do que eu para saber bem o que passa dentro de ti meu amigo, e quem conseguir ler além dessas palavras saberá decifrar o que essa missiva quer dizer.
As pessoas e situações nas nossas vidas são todas agentes do nosso destino, e em contrapartida, nós o somos também no delas. Existem lugares dentro de nós que necessitam de reparos, e essa reparação antes de nos trazer o alivio e a paz, vai nos provocar dor, vai sangrar bastante antes que cicatrizem. Mas aguenta firme aí, você está indo bem, pode parecer que não, mas está. Confia em mim que um dia já foi você.
Saiba que ao realizarmos esse trabalho de restauração mais bênçãos, amor e energia vão circular através de nós. Teu brilho é discreto, eu sei que você gostaria de ser famoso, mas tua claridade tem a intensidade suficiente para iluminar teu caminho e dos que de alguma forma entram em contato com tua luz. Sonhar com o que virá nos dá esperança e motivação, mas para entender melhor nossa trajetória o mapa está lá atrás, é só olhar no espelho e descobrir que o que não deu certo não foi inútil, serviu para você se conhecer melhor. Foram oportunidades e chances aproveitadas, viraram memórias e recordação, e o que escapa do esquecimento podem ser revisitados em qualquer momento. A lembrança da dor ainda é dor assim como a da felicidade ainda é felicidade em qualquer tempo, basta ter um coração grande suficiente para senti-los assim, atemporais, seguros em algum lugar da nossa consciência que jamais se apaga. Lembre-se sempre do que vale a pena, seja bom ou ruim.
Termino aqui essa carta lhe desejando tudo de bom, e saiba que eu aqui, do outro lado do espelho, te admiro muito. Meu querido amigo um dia nos reencontraremos e poderei te dar aquele abraço de gratidão. Se cuida!


(Guilherme Ortiz)

segunda-feira, 16 de março de 2015

A outra voz

Eu, que sou mais revelado pelo que não falo do que escondido pelo que digo, que tenho no silêncio da consciência tranquila minha melhor companhia.
Eu, que me alimento de frutos de fogo e bebo os mares da tranquilidade lunar para sobreviver entre as feras que escaparam de suas jaulas douradas e estão a espreita para nos devorar a qualquer momento.
Eu, cujo luz brilha na copa das árvores das serras azuis e brandas que tremulam no horizonte anunciando a relevância do dia e o terror da noite.
Eu, que tenho a sombra ainda bailando oculta entre os cabelos dela que se foi para um reino cuja a rainha será deposta em breve.
Eu, que preferia viver numa torre de marfim a ter que conviver com essa escória de notas musicais desafinadas, do que ser visto como ameaça ao invés de ser percebido como solução.
Eu, que fui mutilado pela máquina de moer futuros e tive alguns dos meus dedos decepados pelas suas engrenagens metálicas, que tive minhas janelas quebradas pelas pedras da miséria e que tive todas minhas portas trancadas pela revolução dos desinteressados em história.
Eu, que bebi veneno pensando ser antidoto, que edifiquei meu lar no alto da montanha sem saber que lá era a boca de um vulcão, que mudei de nome para ser menos conhecido porém mais lembrado.
Eu, que escrevo como única solução para escapar do campo magnético deste planeta.


(Guilherme Ortiz – Ou um pedaço da minha alma corsária que já não encarna mais em corpo nenhum)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Não olhes para trás!



Quando você se for, por favor, não se despeça de mim, faça de conta que não se importa comigo ou que eu nunca existi na sua vida, e de jeito maneira não se vire para trás, porque olhar para trás e me ver uma última vez, seria como deixar um pequeno pedaço teu comigo, um fragmento que vai te fazer falta no futuro, e eu não te quero ver incompleta no caminho que ainda tens a percorrer. Desejo que sejas feliz junto de quem um dia for seu novo rapaz, e que tenhas filhos e se case com ele.
Eu vou ficar bem(eu sobrevivi) também tenho minha jornada a seguir, sou conformado, pois já nasci pela metade. Provavelmente quando você ler esta carta, muitos anos já vão ter se passado e o que passou passou, ficou do outro lado da porta. Mas se algum dia olhar pela janela e notar que sentes saudades de algo de que já não se lembrar mais, será o sinal que nossa missão um com outro foi bem sucedida.

(Neo Venturini – Cidade do México/1989)


Assim morre outra vez meu coração

Foram tantos adeuses que na verdade
Dedicar-te mais um verso dói muito
Mas a única forma
Do meu coração chorar profundamente
E ficar para sempre em paz
É escrevendo toda essa dor no papel

Quando partir e me deixar
Para nunca mais voltar
Por favor não olhe para trás
Muito menos no fundo dos meus olhos
Já vivi esta cena muitas vezes
E com grande tristeza
Estou vivendo de novo

Cada despedida é uma morte
Mas também um renascimento
Por isso dói tanto e alivia demais

No meu reino, ex-amor
Usamos adeus para demonstrar
Que as duas pessoas que se despedem
Jamais se encontrarão.

Se fisicamente nunca mais estaremos juntos
Saiba, ex-amor-da-minha-vida
Que em nossos passados
Nada apagará das nossas histórias
Que nossos corpos um dia
Se confundiram de tão abraçados

(Neo Venturini - Rio de Janeiro - 2022)


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A vida ensina para aqueles que estão dispostos a aprender com ela

Para se falar da morte é preciso se falar de vida, das mudanças que sofremos ao longo do tempo tanto físicas como emocionais, da nossa história tão cheia de vales e montanhas, das pessoas que cruzaram nossos caminhos, da transitoriedade de todas situações e momentos, das coisas que passaram e daquelas que ficaram...possuímos apenas aquilo que não perderemos com a morte.
Talvez a morte solitária seja um dos nossos maiores temores, mas talvez também seja fruto da atitude das pessoas que ao invés de construírem pontes constroem paredes em torno de si, para uns uma certa coisa é veneno, já para outros antídoto.
A mente tem um passo ligeiro e asas velozes,mas o coração, ainda que não seja tão rápido, vai mais ao longe.
Um dia é uma representação microscópica do que é uma vida inteira, o amanhecer representa o nosso nascimento (a cama em manhãs frias lembra muito o ventre de nossas mães), e à medida que vamos acordando e vivenciando aquele dia temos a oportunidade de mudar tudo, de fazer escolhas , de criar e cessar histórias, de construir ou destruir...e quando chega a noite morremos para aquele dia, nos deitamos para sonhar e descansar daquele dia-vida e despertar em outra manhã-nascimento.
A vida só se dá pra quem se deu, como diria Vinícius de Moraes, aproveitar a vida tem um sentido diferente para cada um de nós, essa eterna busca, o constante crescimento, essas intermináveis lembranças, esse permanente esquecimento, essa instabilidade emocional , as certezas descobertas e as incertezas variáveis , o que foi no passado duro de sofrer, amanhã será doce de recordar.
A vida ensina para aqueles que estão dispostos a aprender com ela, quando um dia me queixei que não podia comprar um sapato de 500 reais logo que saí da loja cruzei com um mendigo que não tinha pés, além de me sentir grato e comovido ao mesmo tempo, imediatamente lembrei do provérbio árabe que estava dependurado na porta de um amigo, “Quem compra o que não precisa venderá o que precisa”.
A morte pode estar na esquina, pedindo carona na estrada, escondida dentro da mala ou escancarada na sala, a morte é certa embora não nos seja revelada a hora exata em que ela irá acontecer e que bom que seja assim,se a vida for mesmo o filme é preferível que o gênero seja suspense e não terror.Se houver algo do lado de lá, tenho sinto que será bom.
Perto do fim não quero me sentir como uma nuvem que passou e não trouxe chuva, meu maior desejo em vida é ter uma boa morte.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Que vem da montanha

Era uma tarde triste e incerta, tão vazia quanto uma praia deserta, mas aquela última brisa que veio lá da serra, tocou diferente na minha pele. Trouxe uma inquietude estranha, não aquela mesma que sempre me acompanha, mas uma outra que eu ainda não conhecia. Um desejo de aventura, de sair por aí sem rumo, seguir a estrada até onde ela termina, de tomar um caminho que eu ainda não conhecia, e partir deixando por um tempo nossa casa vazia.
E descobri que mais que uma brisa, ou um vento, essa sensação de querer partir era um sentimento, um desassossego, uma viagem onde a alma vai primeiro e o corpo chega depois. E ao olhar para você eu tive certeza do que em seguida aconteceria. Escalamos a montanha com esse espirito de aventura que nos guia, subimos pela face mais íngreme, e conseguimos chegar ao topo para descansar nossos olhos na paisagem e tocar as nuvens com nossas mãos.

E lá do alto dessa montanha contemplamos a beleza do mundo nos olhos um do outro, nos esquecendo de tudo que nesse mundo nos fere, nos derruba ou nos arranha, ao longe vemos que uma tempestade se forma, os raios riscam os céus com violência tamanha, é nós dois buscamos abrigo um no peito do outro com a certeza de que cada experiência nessa vida ou nos transforma ou nos entranha.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Admiráveis Sonhadores

Conversei com estranhos mas eles, eles não nunca entenderam realmente o que eu digo sobre você. Quando o mundo parece não ter sentido somos nós contra eles. Somos todos nós, esses admiráveis sonhadores, que continuamos sonhando e tentando fazer com que os nossos sonhos alcancem a luz, para que eles nunca desapareçam ao amanhecer ou que sejam engolidos pela noite escura. 
Dentro de cada alma deste mundo há uma tristeza pura prestes a vir à tona, algumas viram lágrimas, outras resignações e há aquelas que se transformam em palavras. E eu nunca tentei mudar isso, e por que faria uma coisa dessas pois quão bela é a tristeza transformando-se em alivio como se fosse flores que desabrocham ao toque dos raios do sol.